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Onde nasceu o Farroupilha

Aquele bar do episódio de ontem, o do avião que passou na avenida Borges de Medeiros, era o Bar Farroupilha, Borges esquina Fernando Machado – hoje é uma loja de roupas. O nome vem do sanduíche de presunto e queijo no pão quentinho de 50g besuntado de manteiga de verdade.

A melhor coisa que a humanidade já inventou. Dele não se enjoa nunca. Especialmente com uma xícara de café puro ou com leite.

Reza a lenda que o nome não vem do sanduba, mas foi o bar que deu o nome ao lanche. Claro que, em outros países, deve ter ocorrido essa combustão espontânea, é 2 mais 2. 

Como eu vivia abrindo caixas de Pandora do conhecimento, consegui confirmação dessa história com os anciãos da aldeia. Fato é que, nos bons anos, as madrugadas requerem combustível sólido para dar energia às células do corpo, que na maioria das vezes estavam tão encharcadas que impediam a combustão, se me faço entender. 

Bom e barato, mas sempre tenhamos em mente que, naqueles tempos, como dizia Jesus, poucos estabelecimentos ficavam abertos de madrugada. Embora a maioria abrisse de manhã cedo. 

Depois de uma noitada de pecados e bebidas, nada no mundo tinha gosto melhor que um farroupilha com uma taça de café. Nada. E era com esse gosto bom na boca que se tomava o rumo ou o caminho da cama. De solteiro ou de casal.      

A vida era bela. Não tinha nem telemarketing, imagina.

https://www.brde.com.br/

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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