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Cogito ergo sum

Penso, logo existo, de René Descartes, não só é uma das frases mais sensacionais já criadas como também define porque alguns são tão iguais e outros tão diferentes. O que nos diferencia dos animais é a consciência, mas nem todos têm essa percepção. Logo, essa é a primeira fundamental divisão da espécie humana.

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Já pararam para pensar como o ser humano é estranho e ficou mais estranho ainda? Pulem a primeira parte da evolução, e teremos uma maravilha genética. Com o tempo, os ouvidos não só alertaram para a presença de inimigos como transmitiram sensações boas – como a música e frases amigas – como as ruins, cujos instrumentos são os braços e pernas, que servem tanto para fugir quanto para avançar e desferir pontapés. Dali para as armas foi um passo.

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Então passamos do estágio eu te amo para como posso te matar. A mente podia tanto responder perguntas criando maravilhas como criar a morte, inclusive a própria. O cérebro tem esses dois desejos primordiais. A diferença é que o primeiro é controlável, o segundo não. De fato, nem conhecem, que é o inconsciente. 

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É o fato mais aterrador da nossa espécie. Definitivamente, somos seres estranhos. Nascemos para nos destruir. Uma vez conscientes dessa condição, tudo se explica, inclusive o  Brasil.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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