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Segue o baile

Os veementes e ruidosos desejos de paz na virada do ano se repetem, mas é vã ilusão. A humanidade quer a paz, mas faz a guerra. Em mais de cinco mil anos em algum tipo de escrita, só não há registro de guerras em 310 anos. Neste 2022 temos uma possível bronca de grande tamanho envolvendo a Ucrânia, Rússia e os Estados Unidos.

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Só que…

Guerras não são programáveis. Nas regiões onde são esperadas podem não acontecer enquanto em outras o ódio se materializa em forma de fuzis, foguetes, drones, minas terrestres, aviões militares e outros  brinquedos de morte despejados pela mais lucrativa atividade econômica de todos os tempos, a fabricação de armas para uso em terra, mar e ar. Quem as alimenta? Conflitos étnicos, territoriais e sobretudo religiosos.

Bucha de canhão

É o que chamamos de soldado raso. Os drones são pilotados à distância, o soldadinho encara a morte na forma de outro ser humano.

https://cnabrasil.org.br/senar

Há um outro fator. Na vida civil, os assassinos em série têm uma série de contingências a freá-los. Na guerra, eles são estimulados e até condecorados. E, não raro, viram heróis. Guerras são o sonho de consumo deles. O ser humano não falha.

A indústria do engano

Em uma delas os novos casos de Covid na África do Sul causados pela cepa ômicron registraram queda de quase 30%. Nenhum especialista de nenhum lugar do mundo previu isso. Ao contrário, as previsões eram de mortandade crescente.

O ano como ele será

Sempre acho graça quando leio nos jornais “está será uma semana decisiva” para esta ou aquela atividade econômica ou política. Mas nunca li na virada do ano “este será um ano decisivo”. Curioso esse esquecimento, porque neste ano o cacoete faria sentido, por causa das eleições.

BR-022

Assim que o novo presidente assumir, o caminhão de esperanças entra na rodovia da história e outro caminhão de ressentimentos virá em sentido contrário. E a pista é simples.

Se segura, malandro

Em tese, o Judiciário julga o passado, o Legislativo o futuro e o Executivo arruma o presente. Mas não no Brasil. O Judiciário  legisla, o Legislativo, incapaz de resolver internamente seus problemas, pede penico para o Judiciário. E o Executivo tropeça nas próprias pernas. Não bastasse esse samba louco dos três poderes, um grupo de deputados-alfa chamado Centrão chantageia o Executivo e é vice-presidente do Brasil. O presidente é o Supremo.

Em regra com suas exceções, o eleitor brasileiro gosta de político malandro. Se ele é bem ou mal intencionado, a gente vê depois.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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