
No Natal de 2020, havia esperança que, em breve, as vacinas terminariam com a farra dos vírus. Mortes em queda, novos casos diminuindo, medo saindo e esperança entrando. Porém, o estrago na economia foi grande. Entre mortos e feridos das pessoas jurídicas, um massacre sem tamanho.
Neste ano, o Natal tem mais luzes do que o de 2021, mas incomoda essa nova cepa, a ômicron. A grana piorou, devorada pela inflação. Dizem os técnicos que, em 2022, ela cai pela metade. Ok, mas os assalariados sem poder de barganha – jornalistas, por exemplo – seguem penando.
Há os que falam ho-ho-ho para esquecer. Curtem e distribuem imagens natalinas, programam festas em que, inevitavelmente, haverá aglomeração. Dois copos de cerveja depois, tiram a máscara. Mas dá para entender. Este 2021 é o ano do saco cheio. Menos o do Papai Noel.

