Você conversa com vários médicos das suas relações – e olha que tenho um bocado deles – vai na maciota, e todos têm essa dúvida que permeia o assunto vírus. Com maior ou menor ênfase, a opinião é que o poder público está exagerando no arrocho. E todos dizem acreditar que a covid-19 é como o leite longa vida, vai durar por um bocado de tempo.
NO CAMINHO DA MISÉRIA
O secretário Bruno Miragem diz que a prefeitura vai flexibilizar algumas atividades da área de comes e bebes, por estarem “no limite”. Mas não acenou com a abertura, apenas o takeaway e delivery encomendado na porta do estabelecimento. Não muda muito. Já estão fazendo isso – quem pode e tem condições. Entrementes, quebram. E os casos vem caindo antes mesmo do atual arrocho.
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NA PAULICEIA DESVAIRADA
Insisto no tema. Os casos novos também estão caindo com bares e restaurantes abertos.
A NOIA
Quando vivíamos uma dessas intermináveis crises político-econômicas, participei de um debate na televisão sobre a angústia da população com inflação galopante e salários corroídos, além de desconfiada de tudo. Um dos debatedores era um psiquiatra, então perguntei se o estado psíquico da sociedade poderia ser descrito como “esquizo-paranóide”.
Ele respondeu que não gostava de aplicar essa descrição para o coletivo social. Findo o programa, ele me levou para um canto, sem ouvidos alheios a xeretar, e falou que entendia o que eu queria dizer, mas que era por aí, mesmo sem a benção da especialidade.
Pois doutor, onde quer que o senhor esteja, poderia eu aplicar esse conceito para os que querem o fechar-tudo duela a quién duela? Imagino que o senhor diga que não, mas também imagino que o senhor me puxe para um canto.
MOTO PERPÉTUO
Poderia ser mote perpétuo. Nós veteranos e muitos leitores, ouvintes e telespectadores estamos porrr aqui de falar sempre as mesmas coisas sobre a mesma coisa. Se não por outra coisa, corremos o risco de morrer de tédio.
