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De volta à máquina de escrever

nota expoO jornalista Carlos Bastos e o empresário Jayme Sirotsky (de pé, do lado direito) organizaram um almoço na Churrascaria Santo Antônio para os jornalistas d’antanho. Foi um belo encontro, com depoimentos emocionados dos velhos tempos.

O jornalista Nilson Souza providenciou até máquinas de escrever para quem quisesse catar milho, termo usado para os dedógrafos, que usavam só dois dedos – eu uso só dois até hoje, com raras convocações dos polegares.

Não faz muito, uma colega assessora de imprensa contou que um estagiário disse a ela que agora sim acreditava em máquina de escrever, porque tinha visto uma. Essa e outras histórias salpicavam as carnes macias do estabelecimento do Jorge Aita.

Dentro da máxima “perco o amigo mas não perco a piada” – brincadeira – no fim do lauto banquete patrocinado pelo Jayme, disse ao Carlos Bastos que realmente os tempos eram outros. Nas décadas passadas, as socialites ocupavam o seu tempo ocioso participando de benemerências, como Liga de Combate ao Câncer e outras do mesmo jaez. Hoje, falei, gente como o Bastos se dedica à Liga da Terceira Idade.

De certa forma, também é benemerência.

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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