Eleições para as presidências das duas casas do Congresso são movidas por pedidos e acenos de emprego. De maneiras que o Brasil criou um novo tipo de democracia, a democracia empregatícia.
O pior negócio do mundo
Olhando o caso da Avianca conclui-se que ser dono de uma empresa de aviação comercial é o pior negócio do mundo em termos de rentabilidade sobre o patrimônio líquido. OK, tem o leasing, mas um Boeing 737 MAX custa US$ 100 milhões e de um 747 mais de US$ 306 milhões. Imagina esse dinheiro todo aplicado no mercado financeiro. É um ramo com custos altíssimos e cheio de surpresas negativas. Linhas, passageiros, concorrência, tudo resulta em custos tão altos que fariam desmaiar um sovina.
E por que alguém se mete nessa horta de pepinos? Vocação, teimosia, já está no negócio e não sabe sair, desafio, missão, por aí. Alguém tem que carregar o piano, certo?
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Ônibus
Vale o mesmo para as empresas de ônibus, especialmente as urbanas. Um ônibus urbano comum custa em torno de R$ 500 mil e é uma incomodação atrás da outra. Ou é tarifa defasada, ou quebra-quebra, suspensão em cacos devido às ruas esburacadas, pneus cortados. E o usuário reclamando que os caras ganham um dinheirão, o que é amplificado pela imprensa. A TV vai na parada e ouve um usuário dizer que é uma roubalheira e coisa e tal. Mas quase nunca ouve um especialista independente que desdobre os custos do negócio.
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Nós jornalistas somos ruins em matéria de calcular custos. Um ônibus articulado em Porto Alegre faz apenas 1,5 km por litro e olhe lá. Além disso, todos querem ar condicionado, mas ninguém quer pagar por ele.