O Brasil tem muito em comum com Santo Agostinho. Antes de ser condecorado com a láurea máxima da Igreja Católica, Agostinho era um pândego. Devasso até, chegado num bacanal, muitas mulheres, vinho e devassidão. Seu comportamento era criticado e ele próprio viu que as coisas estavam fugindo do controle. Optou por pisar no freio, mas bem devagar. Então disse a famosa frase:
– Senhor, fazei-me casto, mas não agora.
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Estoque de sacanagem
Quer dizer que nosso santo homem ainda tinha um estoque de calaçaria e esbórnia. E como é feio jogar coisa fora, deu-se um tempo. O resto todo mundo sabe. Virou santo e santo dos grandes, grande pensador que era.
O Brasil de Agostinho
Pois o Brasil me parece o Agostinho de então. Nunca fez o dever de casa, nunca tocou as reformas necessárias mesmo quando a situação era propícia para tal, e até mesmo quando os governantes cavalgavam enorme popularidade, como Lula. Não tocou uma só mísera reforma das tantas indispensáveis. De alguns anos ouvimos a mesma lorota de sempre, este ano não dá porque é ano eleitoral, ano que vem não dá porque não é ano eleitoral. Tudo papo pra boi dormir.
Um dia, quem sabe
Nunca fizemos nem faremos. Talvez haja alguma reação quando não tiver mais dinheiro para pagar subsídios para parlamentares e vencimentos do Poder Judiciário e do MP. Só que a essa altura o povo propriamente dito já terá morrido de fome.
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