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Como surge uma editoria

 Editorias de Economia hoje são onipresentes nos jornais brasileiros, mas nem sempre foi assim. Elas são coisa recente em termos históricos. Quando os militares tomaram o poder, quem mais sofreu foram as editorias de política, que ganhavam páginas e páginas. O noticiário econômico não tinha uma posição fixa nas edições, era colocado quase a esmo. Também não se acompanhava o dia a dia do câmbio, do Banco Central, da política monetária como hoje, obrigação diária. Cobria-se mais a área comercial e industrial.

 Até que veio o AI-5 em 1968, que resultou em drástica diminuição de páginas de cobertura de fatos políticos. Assim como a natureza abomina o vácuo, os jornais tiveram que preencher as páginas que antes eram políticas com assuntos econômicos, e agrupados em uma posição fixa. Se você cortar muitas páginas, vai colocar os anúncios onde?

 Foi aí que aumentou o número de colunistas que traduziam as pesadas informações da vida econômica. Curioso, mas compreensível, dificilmente eram jornalistas, eram técnicos que sabiam traduzir o economês. Mesmo hoje existe essa dificuldade, ainda mais para explicar política monetária e mercado de capitais como um todo, derivativos, mercado futuro etc.

 Assim foi.

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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