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Horário eleitoral pago

 Afora debates e, mesmo assim, os derradeiros e capitais, a audiência do horário eleitoral gratuito é pequena, certo? Sim e não. De fato, é baixa sim, mas alguns candidatos se sobressaem e chegam lá graças à aparição na TV. É um aspecto interessante que se repete a cada eleição. O candidato ganha corpo pela retransmissão do seu recado por boca a boca (no passado mais) e pelas redes sociais.

 É um corolário da observação de um político mineiro sábio, José Maria Alckmin, que, já nos anos 1960, dizia que não era o fato que se espalhava, mas a versão do fato. Isso nós vemos diariamente quando se trata de meias-verdades que são deturpadas e levadas ao eleitor até de forma negativa e distorcidas.

 No caso do horário eleitoral, há outras variáveis, especialmente dos que sabem fazer limonada do limão. O exemplo supremo foi o candidato a presidente Enéas. Mas foi uma sacada de gênio, não correspondente à sua excelência política.

 Quanto a ser horário eleitoral gratuito cabe a pergunta: gratuito para quem, cara-pálida? Por que até hoje as redes de TV e rádio não reclamaram dessa invasão em horário nobre? Simples. As emissoras cobram tabela cheia do que eventualmente teriam que negociar caso fossem anunciantes particulares. Quer dizer, quem paga somos nós.

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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