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Veni vidi vici

“Vim, vi, venci.” Frase proferida pelo imperador Júlio César em 47 a.C, quando voltou de uma guerra, recado direto para o senado romano sobre o poder militar que ele detinha.

Nos anos em que o latim era obrigatório das quatro séries do então ginásio, cuja importância não adianta explicar para quem não o estudou, frases latinas como esta eram muito usadas. Não só nas redações, mas também no dia a dia.

Infelizmente, não fazia parte do vocabulário do burrinho da classe, cujo nome não declino porque não sei se ainda é vivo ou já subiu na barca de Creonte. Na mitologia egípcia, transportava os vivos para o mundo dos mortos. Um dia ele veio a mim.

– Que diabo significa veni, vidi, vici?

A última se pronunciava “vichi”. Cansado de dar luz para cego, expliquei que “veni” era nome próprio, “vidi” era abreviação de vide-verso e “vici”  de forma reduzida significava viche Nossa Senhora!

E ele acreditou.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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