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Ué…

Todos que me leem sabem da minha bronca com o corretor de textos, que vive trocando maldosamente as palavras por outras nada a ver, ou até embaraçosas se você não prestar atenção. Mas ontem ao passar o corretor em um texto onde escrevi “presidente Lula”, e sabem  o que o sacripanta botou? “Ex-presidente Lula”.  O que você sabe que eu não sei?

https://www.youtube.com/watch?v=xRNrrcHscJ0&utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=p_blog&utm_campaign=camp_final_ano_2023&utm_content=escala_600x90px

De perder o amigo

Mas não a piada. Um colega do JC passou com mantas de grama natural para seu carro, explicando que era para o jardim. Perguntei se era para consumo próprio. Ele não gostou. Não entendi.

Big Bang Bang

A teoria mais ou menos aceita no mundo científico é que, antes do Big Bang, o universo estava todo concentrado em um ponto minúsculo extremamente denso e quente. Quando algo ou alguém detonou este ponto, o universo se expandiu com uma velocidade acima da nossa compreensão, cujos efeitos conhecemos hoje mesmo que parcialmente.

Até mesmo para os adeptos do criacionismo faria sentido (eu escrevi “faria”). No primeiro dia Deus fez isso, no segundo aquilo e assim por diante. Se entendermos “dia” como bilhões de anos.

https://cnabrasil.org.br/senar

Também é consenso, ou quase, que, mais dia menos dia, este mesmo universo vai cessar de se expandir. Depois, presumivelmente, vai encolher. Até virar um ponto extremamente denso e quente, como foi antes do Big Bang. Forçando a barra, o velho Lavoisier de novo: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

O Big Bang nos leva a uma certeza: antes dele NÃO podia haver o NADA, porque este momento nada sublime não foi o ponto de partida e, sim, a continuação de um processo. Primeiro o Bang, depois o Big ate o recomeço. Estica e encolhe, estica e encolhe, estica e encolhe.

Excetuando a procura da existência do bóson de Higgs, a partícula de Deus, que explica porque nós e toda a matéria não derretemos – o glúten do universo, digamos assim – as descobertas físicas, a humanidade só caminha para o lado. Descobrimos coisas fantásticas – laterais.

De onde viemos e para onde vamos continua sendo um mistério. Não pretendo ser original, mas fico cismado quando leio que o Grande Estouro foi o começo de tudo. Não foi. Foi a continuação de tudo.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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