Search
Search

Torre de Babel, o retorno

Não é à toa que vivemos uma espécie de reedição do episódio bíblico da Torre de Babel, onde todos falavam línguas diferentes e ninguém se entendia. São 6.909 línguas faladas ao redor do mundo, segundo o compêndio Ethnologue, que cataloga os idiomas do nosso planeta desde 1950.

Mas a maioria desses idiomas a gente quase não ouve: 6.520 línguas (cerca de 94% do total) estão na boca de apenas 6% dos habitantes do planeta. Enquanto o restante da população mundial usa apenas 389 idiomas.

https://www.youtube.com/watch?v=xRNrrcHscJ0&utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=p_blog&utm_campaign=camp_final_ano_2023&utm_content=escala_600x90px

Há pelo menos 172 línguas com pelo menos três milhões de falantes – do chinês ao tachelhit, do Marrocos, e o quimbundo, de Angola. Já entre as línguas “nanicas” estão idiomas que lutam para sobreviver.

Existem quase 500 idiomas que correm o risco de ser extintos. Na China, o chinês predomina. Mas há uma língua, o ayizi, com apenas 50 falantes, em um país com mais de 1 bilhão de pessoas.

Com a explosão demográfica justo em segmentos mais pobres, chegará o tempo em que a música que fala em “Eu quero uma casinha no mato” será pura ficção.

https://cnabrasil.org.br/senar

Molecagens perigosas

É, são tempos loucos. Mas dentro da loucura geral são previveis. Não bastasse a neve na Argentina em pleno dezembro, Nicolas Maduro, o reizinho da Venezuela faz uma manobra para anexar a Guiana rica em petróleo. Ele já tem de sobra, a maior reserva mundial, com 200 bilhões de barris (medida teórica, 153 litros), a Guiana tem 11 bilhões. Então qual é a do Maduro?

É a mesma de governantes brasileiros de quase todos os tempos, criar factoides para melhorar sua popularidade ora em queda, ao que se sabe. E seu Lula critica a invasão, que não acredito que vá acontecer. Mas evita citar seu amigão Maduro. Isso sim que é um estadista murista.

Um dia daqueles

Sozinho em casa no domingo, fui almoçar em restaurante do meu bairro, um dos poucos comestíveis. Fechado. Procurei outro e comi a massa mais horrorosa da minha vida, com “filé” de garrão do boi.

De sobremesa, pedi um sorvete. Não tinha o sabor que queria. Fui na minha cafeteira predileta. Fechada. Azar? Não. É Porto Alegre.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

Deixe sua opinião

Publicidade

Publicidade

espaço livre