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Que rei sou eu?

Quem tem poder pode dispensar o dinheiro. Quem tem dinheiro pode comprar poder. 

A China se encheu de poder gerando dinheiro. Os EUA tinham poder e dinheiro, mas estão endividados até a medula.

O Brasil tem pouco poder e pouco dinheiro em comparação com as potências ocidentais. Pensa que é o rei do galinheiro, mas é apenas uma galinha.

]Passei do andar 50 e, por enquanto, tudo bem, como disse o cara que caiu do andar 100 de um prédio. O Brasil tem chances herdadas apesar das chances perdidas. Enquanto o governo não se meter em um socialismo improdutivo – fruto de um esquerdismo ultrapassado – podemos atrair muito capital produtivo.

Chance herdada é a ausência de curtos-circuitos étnicos. O perigo: as facções, já fortemente enraizadas na sociedade, que se lixam para as forças da lei.

Uma política firme e sem coitadismos é urgente. Mas não se vê a segurança interna como prioridade.

O novo ministro da Justiça prometeu segurança pública como foco da sua gestão. No entanto, temo que seja apenas confete.

Falta  um arcabouço penal que comece com legislação especifica e preparação de forças policiais. Entretanto, tem que ser uma política de governo e não ação de um  Ministério.

Não vejo o presidente Lula preocupado com isso. Como não conhece mais o povo “por dentro”, só recebe feedbacks escolhidos a dedo para mostrar como ele é bom. Essa é outro tipo de herança herdada, o puxa-saquismo como cargo.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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