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Promessa Conceição

Sutil como uma retroescavadeira, começam a surgir fake news – do governo. Promessas de recursos para os que perderam suas casas, programas de crédito fácil e até quantias em dinheiro vapt-vupt para os flagelados acabam se transformando em frustração.

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Foi o caso de promessas feitas na primeira revoada de ministros nas regiões mais atingidas, especialmente no Vale do Taquari. Outras, na enchente de setembro, feitas para empresas, viraram Conceição – uma música famosa dos anos 1960 que diz “Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu”. 

Joga pedra na Geni

Nunca foi fácil ser oposição no Rio Grande do Sul. Nem ser engenheiro de obra feita. É só criticar os governantes porque não fizeram isso ou aquilo, que falharam miseravelmente dando reforço ao desabafo do povo atingido, que precisa chutar o pau da barraca por não poder culpar a chuva incessante.

É da natureza humana procurar um culpado, até para dar uma explicação para a própria cabeça. Vale o mesmo raciocínio para saques e furtos. Exceto os perpetrados por ladrões profissionais.

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Mesmo que tenham alguma dor na consciência pelo ilícito, procuram desculpa como a sobrevivência, ou família. Nunca vi geladeira ou sofá comestível. 

Os piores

A pior ou uma das piores raças é a dos atravessadores ou receptadores. Aqueles que compram, por uma  miséria, móveis e eletrodomésticos furtados para revendê-los depois por um bom dinheiro. Mesma coisa com os cabos de energia e de cobre que lalaus profissionais furtam e entregam para esses vigaristas.

Pois acho que deveriam ser condenados não só pela compra de produto mal havido como também pelo transtorno que causam para a rua ou bairro de origem. Se houvesse justiça divina, deveriam pagar por isso e sentir na pele o que os moradores sentem quando falta energia.

Leve como uma pluma

Temos uma legislação branda para os assaltantes que tiram dinheiro, cartões e documentos das vítimas, que depois passam pelo inferno de cancelar cartões, avisar os bancos, tirar segunda via dos documentos e do que mais foi levado. No meu entender, teriam que ser julgados e condenados por cada item levado.

Se a pena por assalto fosse, digamos, um ano – que já é um despautério – deveriam cumprir um ano para cada cartão, documento ou dinheiro levado. E sem progressão de pena e muito menos saidinha, abolida pelo Congresso.

No entanto, a OAB nacional quer que volte. Inclusive, entrou com ação junto ao Supremo. São essas coisas que revoltam a sociedade, que não tem nem como chutar o pau da barraca.  

O país do coitadismo

Existe essa cultura oficial que sente pena do ladrãozinho pé-de-chinelo, sob alegação de “vítimas da sociedade”. Esquecem que as vítimas sofrem duplamente porque também são vítimas da sociedade – de ladrões.

https://cnabrasil.org.br/senar

Quando o valor do furto é pequeno, muitos esquecem que tudo é ladrão. A esse respeito, conto uma história envolvendo o famoso dramaturgo George Bernard Shaw.  

A origem da espécie

Estava ele em uma festa da alta sociedade de Londres quando se deparou com uma deslumbrante dama na flor da idade. Após uma breve conversa, Shaw foi direto ao ponto.

    – Dormirás comigo por mil libras?

Era uma fortuna na época vitoriana. A dama ficou vermelha. Mas o dinheiro falou mais alto.

    – Olha… Posso pensar no assunto…

    – E por 10 libras? 

Ela ficou indignada.

    – Claro que não. O que pensas que sou?

George Shaw devolveu de bate-pronto.

    -O que és já sabemos. Só falta acertar o preço.

De volta à Idade Média

Evento Medieval Combat Brasil, que acontece no dia 27 de julho na arena do Castelo, em São Roque, São Paulo. celebra o esporte mais conhecido como Historical Medieval Battle, que tem o objetivo de reviver e relembrar batalhas épicas do período medieval.

Em um primeiro momento, parece bonito. Mas, em seguida, mostra como as guerras atraem público e brigões, que todos pensam ser pacíficos.

Faz sentido. Em toda a História registrada de alguma forma só não há guerras em 310 anos. Considerando as dificuldades de comunicação e conflitos étnicos em países ainda não descobertos, talvez nem isso.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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