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Posto avançado

Posto avançado do 9º BPM foi alocado no Shopping Total, já que outros postos estão alagados. Um deles ficava no Centro Histórico. A área do Total é grande e permite até uma oficina para manutenção das viaturas.

Crédito da imagem: Divulgação/Total

Os espertalhões

Não bastassem os saques, assaltos, golpes, ainda temos que aguentar os espertalhões políticos que usam a tragédia para se promover. Os ministros do governo elogiam a pronta resposta do chefe em ajudar o Rio Grande. Portanto, falam dos bilhões que virão. Isso como se o gigantesco sistema de voluntários e doações não tivessem feito a parte do leão. 

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Quanto à ajuda do governo federal, tudo ok. Sim, o governo se mexeu. O presidente veio duas vezes, dona Janja também. Mas há um detalhe: nada mais fazem que a obrigação. Com todo o respeito.

Nova ordem

Depois dessa onda de assaltos e saques precisa-se revisar e endurecer toda a legislação criminal. Não é possível que canalhas dessa espécie tenham penas de alguns meses – que nem cumprem – ou sejam beneficiados pela legislação do coitadismo. Sem falar que um decreto presidencial do governo Dilma Rousseff estabeleceu que apenados de até quatro anos não sejam presos e respondam os processos em liberdade.

Mala e cuia

Na sexta-feira, eu e minha família viemos de mala e cuia para Tramandaí. Para quem não conhece o RS, esta é uma cidade do Litoral Norte. Localiza-se a 120 Km de Porto Alegre. Entretanto, com o bloqueio da Freeway e rodovias estaduais, precisamos percorrer mais de 160 quilômetros para chegar.

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Uma viagem de 1 hora e 45 minutos se transformou em três horas. Isso porque muita gente saiu das casas da Capital e do Interior para se abrigar nas praias. Boa parte porque tem imóvel nestas cidades. Quando cheguei foi um alívio ter luz, poder tomar banho, cozinhar e ou ir a um restaurante.

Mudei de país

Tramandaí fica em outro país. Tem luz, água na torneira à vontade, água mineral e outros produtos essenciais que o Brasil não tem. E não precisa passaporte nem visto de entrada. 

Vale a mesma CNH do Brasil. Considerando o que acontece no Brasil, é uma espécie de Suíça. Mas não dá para relaxar sabendo da dor e sofrimento gaúchos. Esse sentimento vem junto para o país Tramandaí.

Mudança

Cidades do interior que foram arrasadas por duas outras vezes pretendem se restabelecer em outro lugar. No entanto, será outro pesadelo. Para onde irão, já que são áreas que terão que ser desapropriadas?

E o custo de redes de esgoto, captação de água, rede elétrica, arruamento e toda a infraestrutura? Não dá nem para pensar.

Para onde?

Para quem não mora no Rio Grande do Sul talvez fique a impressão que assim que as águas baixarem as coisas voltem ao normal. Infelizmente não é assim.

Há cálculos que, para o Guaíba ficar abaixo da cota de inundação, pode levar semanas. E considerando que toda a infraestrutura da área foi destruída, voltar poderá ser impossível.

Então, outro grande problema: para onde irão os que trabalham em escritórios ou comércio ou os que moram nesses locais? Acreditem, não temos nem 10% dos problemas que acontecerão mais adiante.  

O Sol e o clima

Na semana passada, a página se referiu à atividade solar como componente de variações climáticas na Terra, como dito a este colunista pelo meteorologista Eugênio Hackbart, fundador da MetSul. Pois agora se confirma que ela é a maior em duas décadas. Com direito à aurora  austral, o equivalente à aurora boreal do Hemisfério Norte.

Essa emissão de plasma e eletromagnetismo começou no ano passado. Com a palavra os cientistas.

Então se preparem para possíveis problemas na telefonia móvel e tudo que envolver eletrônicos. Os satélites podem ser afetados e atrapalhar a comunicação, inclusive transmissões de TV.

Repito, pode. As ondas eletromagnéticas emitidas pela atividade solar quando em pulso são a causa.

Quem viu o filme O Dia Seguinte (The Day After) lembra que o personagem vivido por Henry Fonda se viu preso em um gigantesco engarrafamento. Nesta ficção houve uma guerra nuclear. Pois é rigorosamente verdadeiro. Mas então não escapa ninguém?

Devagar nas pedras. Sistemas de defesa e toda transmissão que envolvem satélites – que é o caso do GPS – são  blindados para evitar a paralisação do sistema em todos ou quase todas as forças armadas do mundo. Não saberia dizer se, de alguns anos para cá, as bigtechs e a nuvem onde estão os e-mails também não aditaram essa defesa.

Repito, não é o caso de alarme. Mas se você não conseguir sinal por algum tempo já sabe o que é. 

A fila das demandas

Oito em cada 10 restaurantes gaúchos não possuem seguro. A entidade que agrega o setor pede dinheiro do governo para pagar salários dos funcionários. Mas são tantas as demandas que terão que entrar numa enorme fila.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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