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Os causos do Lauro

O jornalista Lauro Quadros, 76, escreveu um livro contando casos da sua extensa e profícua passagem por vários veículos gaúchos. “As Histórias de Lauro Quadros” será lançado dia 5, às 18h, no Bourbon Country. Mas não se acanhe, deve entrar noite adentro.

No passado, o colunista e comentarista foi até seminarista e estudou em Bom Princípio. Mais tarde, anos 1980 usou até um monoquíni. Agora vejam que paradoxo: o cara sempre foi magrinho e baixinho e usava monoquíni mesmo não tendo peitos. É muito peito.

Trabalhamos na mesma época na Folha da Manhã, na Caldas Júnior dos bons tempos, anos 1970 – ele também trabalhava na Guaíba. Eu escrevia duas páginas sobre propaganda e marketing aos sábados e, paralelamente, exercia as funções de pauteiro. Por iniciativa própria, passei a fazer a escuta do Correspondente Renner e do GBOEX na Rádio Gaúcha. Imagina, usava dois enormes fones e escrevia o resumo de cada notícia online com seis laudas de papel com carbono na máquina de escrever.

Isso feito, dava uma cópia para cada editor. Naquele tempo, como dizia Jesus, as rádios tinham setoristas na Câmara, na Assembleia, no trânsito no Palácio, prefeitura, até no aeroporto tinha um. Fecha parêntesis. Quando o Lauro Olha Gente Quadros passava por mim, apontava para os enormes fones de ouvido que usava e fazia sinal que queria falar comigo. Todo santo dia ele dizia a mesma coisa, e era uma brincadeira que eu topava para relaxar:

– Prezado ouvinte.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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