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O Parque de Yosemite

Com seus penhascos e suas sequoias gigantes, o parque nacional chegou aos 4 milhões de visitantes durante o ano, o que no passado significava alguns engarrafamentos. O Yosemite – o mais movimentado dos parques americanos desde 1996 – atinge esse patamar. E agora ninguém mais tem de esperar na fila para entrar e nem dar de cara com os portões fechados.

Os funcionários do parque estão treinados para orientar os motoristas ainda na estrada para buscarem as áreas menos aglomeradas (tem várias entradas). Dizer multidão não é exagero. Este ano, no verão, o público beirou os 3,9 milhões – a maior soma desde o recorde de 4,19 milhões, em 1996 (o Brasil inteiro recebe aproximadamente 5 milhões).

Queridinho dos americanos, o parque de Yosemite reúne tantas belezas naturais que carrega o título de Patrimônio da Humanidade. Desfiladeiros de granito, cachoeiras, sequoias gigantes e rios clarinhos, ocupam a área de 3 mil quilômetros quadrados entre as montanhas da Sierra Nevada.

As atrações mais concorridas se concentram no vale de Yosemite. É lá que está o admirável penhasco de El Capitan e o de Half Dome, ambos de granito e pontos favoritos dos escaladores.

Nas terras mais altas, áreas de prado e impressionante jardim de sequoias, a maior árvore do mundo. Aliás, o parque também pode se gabar de ter a mais alta queda d’água da América do Norte, a Yosemite Falls. Suas águas caem do alto de 740 metros de altura (a altura de Canela ou Gramado até o nível do Atlântico.

Uma das razões de tamanho fluxo de pessoas é que ele está na “rota dos parques”, bastante perto da estrada número 5, e você pode vir do Dead Desert, passar pelos Sequoias Park e seguir pelo Yosemite, e vários outros parques menores, até o insuperável Yellow Stone, neste caso é melhor você adquirir um “Aguia Ticket”, com o qual você poderá entrar em todos os parques americanos por mais 364 dias. Vale a pena.

Outra coisa que vale a pena são uns chassis de caminhão só com a plataforma, e provavelmente poltronas velhas sem qualquer proteção, ele dá voltas pelos lugares mais atraentes. A velocidade é muito baixa, você não precisa guiar e pode olhar tudo tranquilamente e ainda ouvir as explicações do próprio chofer. Imagine que você está num permanente conversível (se chover, me desculpe pela sugestão), com 180° de visibilidade. Jamais seriam autorizados a trafegar no Brasil, mas afirmo que foi o melhor dos passeios que fiz em parques.

Não é nada mais do que um chassi, com motor e para-brisa (imagine um ônibus sem carroceria), não deve ter nem o fantástico extintor de incêndios que exigem aqui (duvido que alguém saiba operá-lo), e também não deve ter o kit de primeiros socorros (outra vigarice que fomos obrigados a assumir e pagar).

Voltando às razões do Yosemite ter tanto público, é que ele é bastante perto de Los Angeles, de São Francisco e de algumas das vinícolas famosas, inclusive a do cineasta Coppola e da – também cineasta – filha, Sofia. No dia que visitei a vinícola, na entrada estavam 7 carros Tucker que Coppola havia usado para produzir o filme sobre a marca.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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