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O milagre das pilhas

Qual o produto de largo consumo que tem a melhor logística deste país, que você encontra até no interior dos interiores da Amazônia? Pilhas. Lanternas e radinhos, para começar.

Cerveja, vocês dirão, mas não vale. Há muitas fábricas regionais, assim como alambiques de cachaça. E as fábricas de pilha eram poucas até que os chineses inundassem o mercado brasileiro.

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Um complicador é o peso. Uma pequena já pesa na mão, imaginem um caminhão cheio delas. No caso da Amazônia, tem que ir em barcos e, nos igarapés, em pequenas canoas. Então tiro meu chapéu para a distribuição das pilhas.

O exército que nunca morre

As facções criminosas que atuam nos presídios são o único exército do mundo que tem peças de reposição permanentes. Mais até que o Exército Islâmico e o Hammas.

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Em boa parte dos casos, seus efetivos já entram treinados, inclusive em decapitações. O soldo é baixo, e quem paga a conta é o Estado. Melhor dizendo, nós, contribuintes.

Os comedores de mosca

De certa forma invejo o numeroso contingente do “Tô nem aí”. Ou seja, as pessoas que podem fazer as maiores trabalhadas e atrasar a vida de todo mundo mas que deletam a bosteada segundos depois, se tanto.

Não me refiro à enorme massa dos que curtem o mal que fizeram. Mas os seres que provavelmente nasceram sem alguma parte dos neurônios e até do próprio cérebro.

O fim do vermelhão

Infelizmente os que ficam vermelhos estão diminuindo. Por exemplo, se eu involuntariamente fecho alguém no trânsito, trato de pedir desculpas. Entretanto, vai doer na consciência por um bom tempo, semanas, às vezes.

O cotidiano está cheio de exemplos, a janela mal fechada que permitiu a entrada da chuva, não chavear portas estratégicas de uso comum no prédio, esbarrar em garçom porque comeu mosca e o fez derrubar a bandeja com bebidas e comidas, coisas assim. Além de comer mosca, a memória recente delas não existe.

Como não têm o mínimo remorso, são as pessoas mais felizes do mundo. A vida é sempre o momento posterior.

Mudando sem mudar

Proprietário de uma churrascaria localizada junto à Estrada do Mar e natural da icônica Nova Bréscia “para fins de espeto corrido”, contou um dos segredos para manter a clientela, mesmo na baixa temporada, no Litoral. Disse que pelo menos uma vez por ano ele promove alguma mudança no estabelecimento.

– Não precisa gastar muito dinheiro. Basta fazer alguma alteração e fazer propaganda – acrescentou. Confirmando, assim, a fama de criativo e pão-duro dos integrantes da chamada “Gringolândia dos Churrasqueiros”.

Contou que, certa vez, apenas mudou o bufê de lugar. Feito isso, foi ao supermercado da cidade e comentou com vários amigos:

– Tu já soube da novidade que fiz no meu restaurante?

Ja servia para “colocar a pulga atrás da orelha” dos viventes que, no dia seguinte, batiam ponto na churrascaria. Outra “mudança” foi uma nova pintura interna e a instalação de placas indicativas à beira da rodovia. Tudo devidamente classificado como “novidade”, o que deixa todo mundo que passa atento.

Diário de um ET

Estranho país: Tribos que vêm do Interior lotam as praias gaúchas com 500 mil habitantes a mais que a população nativa, espremendo-se na areia. E chamam isso de liberdade.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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