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Nos tempos da brilhantina

Hoje os fixadores deitam e dão outras formas aos cabelos masculinos. Mas, em décadas passadas, quem fazia esse serviço eram basicamente dois produtos, o óleo capilar Glostora e uma espécie de gel, a Brilhantina. 

O óleo deixava o cabelo engordurado. Mas era esse o objetivo. Nos filmes dos anos 1950 e 1960, os galãs americanos tinham os cabelos cuidadosamente modelados, com direito a uma mecha de cabelo rebelde na testa,  devidamente embalsamada, por assim dizer.

E deixavam um que deveria ser um perfume, mas era enjoativo. O contraste com os cortes e volume de cabelos de hoje é gritante.

Cabelos curtos masculinos eram uma forma de prescindir dessas químicas, e eu gostava dos meus assim. Mas aí vieram os cabeludos do rock, e o remédio para atrair garotas passava pelos  Glostoras da vida. 

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E, como quase  todo mundo fumava, o mix do cheiro do cigarro com estes produtos deixava uma morrinha esvoaçante medonha. Era o preço de ser “elegante” e sedutor.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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