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Minhas merendas inesquecíveis

No Grupo Escolar de São Vendelino as mães caprichavam na merenda dos filhos. Maioria dos colonos de origem alemã eram pobres, então aproveitavam as sobras.

Mesmo famílias em boa situação, meu caso, era pecado mortal não aproveitar sobras que eram recicladas. Aí se eu deixassem comida no prato. O olhar severo do meu pai  e deixava gelado.    

Pão branco só nas sextas-feiras, trazido de Porto Alegre pelo ônibus do seu Kurt Backes. Era pão preto ou pão de milho feitos em casa no forno a lenha. A mâe aproveitava para assar batata doce, aquela que a batata inglesa pensa que é em conteúdo nutricional.

Às sobras do pão preto viravam torradas não muito torradas. Em cima, banana amassada com açúcar e canela. Que coisa boa.   

Outra merenda inesquecível era a rabanada doce ou salgada. Rapaz, era de lamber os beiços. Frutas da estação colhíamos no pé, no caminho, na ida e na volta. Quando penso que tudo naquela época era orgânico e hoje você tem que desconfiar até dos orgânicos, é de chorar pelo passado que nos dava cor e sabor sem nenhum aditivo químico.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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