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Mas é só eu?

Às vezes, tenho a impressão que só eu e mais uma dúzia de pessoas que vejo nas ruas não estão na praia ou em férias longe da Capital gaúcha. Até mesmo pequenos estabelecimentos estão fechados. E a maioria dos balconistas estão com os cotovelos no balcão sem fregueses à vista.

Notas de 30

Para o assalariado comum, as férias praticamente coletivas têm a vantagem de ônibus urbanos com poucos passageiros. Em compensação, os horários entre um e outro aumentaram. É da natureza pobre sem ferrar. Se um dia nascer dinheiro no quintal dele só nascerão notas de 30 reais.

O Equador é aqui

Em torno de 22 facções tomaram o Equador de assalto, tragédia que os especialistas brasileiros dizem que não acontece aqui. Como que não? Nós somos assaltados e mortos por gente ao lado de líderes de facções que já estão presos.

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Utilidade doméstica

Como se guarda queijo? Embrulhe bem embrulhado, sem deixar nenhum furinho que seja em papel-alumínio e guarde na geladeira, que é o lugar mais seco dentro de casa.

O desaparecimento do dinheiro

O PIX já liquidou com o TED e outras formas de transações financeiras. Nos ônibus, o vale-transporte eliminou o pagamento em dinheiro, com exceção de meia dúzia de passageiros a cada viagem.

https://cnabrasil.org.br/senar

Táxis e lotações já aceitam cartões. No comércio, mesmo de subúrbio, a maioria paga com eles. O que é uma baita economia para a Casa da Moeda.

Por isso, é que os assaltos e furtos a pedestres caíram. Se a vítima der mole, levam celular e relógio de 10 pilas, sabem que dinheiro vivo só idoso leva. Perigo maior é quando recebem dinheiro na boca do caixa das lotéricas e depois são seguidos.

O falso malandro

Nos anos 1980, assisti uma cena dantesca a bordo do Chalé da Praça XV, Porto Alegre. Um idoso foi derrubado por dois assaltantes, que o revistaram rapidamente e fugiram sem levar nada, porque nada havia nos bolsos. O velhote se levantou e em tom de deboche.

– Idiotas! Meu dinheiro está aqui – e botou a mão na cueca.

Incontinenti, um terceiro assaltante o derrubou novamente e, desta vez, pegou o dinheiro da cueca do boca-aberta.

Imunidade à crise

Só um segmento da sociedade brasileira é imune a crises: o mercado de luxo. Carros importados, aviões executivos, roupas de grife (autênticas), restaurantes caríssimos, imóveis de luxo. O porém de sempre é que a moda não é mais comprar potreiro de mais de 500 metros quadrados, é comprar peças menores em prédios de luxo.

Porém…

…o de sempre. No bairro Moinhos de Vento de Porto Alegre, zona nobre, está acontecendo uma coisa curiosa. Imóveis de alta metragem estão à venda por metade do pagamento na compra.

Ocorre que o bairro é conhecido pelo grande número de “velhos” e os casais mais novos querem trepidação noturna e diurna. Até a pandemia, a idade média do bairro era de 61 anos.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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