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Hoje é o Dia…

…de não ganhar de novo a Mega Sena acumulada ou a Milionária, ambos na casa de mais de R$ 90 milhões. É como não cumprir uma meta, tipo essa do número 1 do Planalto desdenhar o ajuste fiscal, apostando de novo sabendo que vai perder.

Para quem ganhar, todo cuidado em não perder a visão, porque dinheiro cega. Por isso, políticos respeitáveis e cidadãos exemplares ficam ofuscados com o valor de uma propina ou um mal feito qualquer que algum amigo da onça lhes ofereça. Assim que os olhinhos brilharem por um valor que pode ser mil reais ou 10 milhões, tudo que mamãe ensinou em não roubar vai para o brejo.

A História está cheia de casos. Lembro de um de 1990, quando um maquinista da Vale do Rio Doce ganhou uma Mega acumulada, e o primeiro gasto que fez foi comprar a locomotiva que operava. Diga-me o que alguém pode querer com uma locomotiva diesel elétrica que gasta um dinheirão em combustível e manutenção?

Mostrar para os filhos ou netos, dizendo com orgulho: essa é a que o vovô manejava, te mete!. Mas é a cegueira que leva à besteira.

Favorzinho de merda

Estava eu a pedir um expresso em cafeteria quando chega um conhecido. Sentamos à mesa, e a atendente trouxe os dois.

Ele apontou para os sachês de açúcar e o adoçante perguntando “qual dos dois”? Imediatamente me teletransportei para os anos 1960, quando era costume alguém colocar açúcar no café do amigo, sem ao menos perguntar a dose.

Esse tipo de “gentileza” era chamado de favorzinho de merda. O cara não sabe se gosto dele puro ou não e qual a quantidade. Há outros exemplos em que alguém quer fazer um favor e acaba fazendo favorzinho de merda.


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Um outro era colocar sal na batata frita de quem estava à sua frente. Quando se pedia uma cerveja, o falso amigo entornava a garrafa no copo deixando o gargalo mergulhado no líquido, outro favorzinho de merda. Descascar a bergamota do amigo era outro.

Quando se estava na beira da praia, e alguma garota pedia para passar protetor solar nas costas, tinha dois caminhos: ou era convite para a mãe ficar mais tempo. Ou, quem sabe, incursionar nas partes cobertas do biquíni ou maiô, alisando as costas. Ou se tratava apenas de passar o protetor.

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Neste caso, era um favorzinho de merda que se prestava. Tudo é uma questão de contexto.

Quem, eu?

Eu devo mesmo ser uma pessoa insignificante. Em dois dias, um ônibus e um lotação fecharam a  porta antes da minha saída. É a mais nova praga gerada nas redes sociais: a desatenção.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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