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Funeral de luxo de mafioso gera revolta na Itália

Que o mundo está mudando não há dúvidas. O petróleo já não é o que era, a energia limpa aos poucos está chegando, mas ao mesmo tempo “infiéis” continuam a ser degolados pelo I.E.

Se precisar mais, não custa acrescentar, que em Curitiba alguns poderosos estão em cana, coisa inédita. Ao mesmo tempo, leio no Globo do Rio sobre um funeral que indignou a alguns e surpreendeu a todos.

Foi o funeral de um mafioso com direito a pétalas de rosas lançadas de um helicóptero, cartazes elogiosos e a canção-tema de “O poderoso chefão”. Políticos classificaram a cerimônia como “intolerável” e “inaceitável”.

Dois cartazes na entrada da paróquia de San Giovanni Bosco, nos arredores da capital italiana, onde foi realizado o velório, chamaram a atenção dos presentes. O primeiro dizia “Você conquistou Roma. Agora conquistará o paraíso”. Já o segundo trazia uma foto de Casamonica ao lado de ícones da cidade, como o Coliseu e a Basílica de São Pedro, com a inscrição “Rei de Roma”.

– Não podemos tolerar que funerais sejam usados para promover a máfia – afirmou o prefeito de Roma.

“Esses funerais podem parecer folclóricos, mas na realidade mandam uma clara mensagem de parte dos clãs mafiosos: Ainda existimos, e somos poderosos”, escreveram Arturo Scotto e Celeste Constantino, membros do partido Ecologia e Liberdade. “Isso é algo inaceitável em um Estado democrático”.

O funeral de Casamonica teve direito a uma carruagem, acompanhada de uma banda que tocou temas de filmes. O piloto do helicóptero, ex-funcionário da Alitalia, teve sua licença suspensa, já que não tinha um plano de voo ou permissão para lançar as pétalas.

A sempre “complicada” relação entre a máfia e a Igreja Católica também foi motivo para críticas. A imprensa italiana questionou o fato da arquidiocese ter permitido o funeral na igreja de San Giovanni Bosco uma vez que negou o uso da paróquia para o funeral do ativista defensor da eutanásia Piergiorgio Welby, morto em 2006.

O clã estabeleceu seu domínio sobre a capital se dividindo entre atividades legais e ilegais, como a distribuição de drogas para países próximos e a agiotagem.

Embora atuem de maneira independente, há indícios de parcerias com organizações criminosas do Sul do país, como a calabresa ‘Ndrangheta.

Policiais presentes na cerimônia reconheceram que Casamonica era “próximo” do crime organizado, mas destacaram que seu nome não surgiu nos recentes processos. Alvo de diversas investigações durante seus 65 anos, “Don Vittorio” nunca foi condenado.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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