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De calvos e galos

 

Piadas sobre economistas são comuns e a categoria as atrai como metal atrai raios. A última – contada por um deles – é perguntar por que os economistas costumam ser carecas. A resposta: porque de manhã cedo eles abrem os jornais e passam a mão na cabeça dizendo:

– Puxa, errei mais uma!

Pura maldade. Uma outra história sobre esta nobre e injustiçada categoria é do tempo em que eu fazia o Informe Especial da Zero Hora, nos anos 80. O empresário Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro representou a Fiergs em uma missão na Colômbia, a convite do governo local. Entre visitas, almoços, palestras e jantares, ele ficou sabendo que as universidades colombianas despejavam economistas aos magotes no mercado de trabalho.

Isso obviamente resultou em muitos destes profissionais desempregados. O cabra se formava e não tinha onde trabalhar. O governo então teve que criar cargos para empregar o excedente. Aquela coisa de sempre, no nosso é uma facilidade total.

Uma das últimas visitas dos gaúchos foi para um aviário modelo de uma estatal colombiana, empreendimento que utilizava técnicas galináceas avançadas. Ribeiro estranhou que os galinheiros, por assim dizer, tinham meia dúzia ou pouco mais de galinhas para dois ou três galos. Puxou a manga do funcionário e disse a ele que, no Brasil, um galo dava conta da mesma quantidade de galinhas. O guia riu.

– Bem, galo mesmo é só um. Os outros são economistas…

 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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