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Brevíssima história da Humanidade

No começo, os homens caçavam e pescavam. Depois comeram os frutos da terra. Do trigo fizeram pão e até guerrearam por causa das lavouras e estoques.

O próximo passo foi a agricultura. Os sons guturais deram origem às conversas.

As ferramentas (mais para a guerra) começaram com a pedra polida, depois a lascada. Em seguida, veio a Idade do Bronze e outros metais, também para a guerra.

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No século XV d.C. criaram a imprensa. No século XIX veio o avião. Santos Dumont morreu desgostoso ao ver que o usaram para a guerra.

Menos de 400 anos depois, veio o primeiro computador, o Eniac, depois da bomba atômica. O passo seguinte foram os testes nucleares com a bomba A e a de hidrogênio, que aumentaram consideravelmente a radioatividade da atmosfera. Tanto, que a datação por carbono 14 tem um corretor de radioatividade.

Os instrumentos de guerra apareceram milhares de anos antes como canhões. Os fuzis de repetição, metralhadoras e minas vieram depois, todos para a guerra.

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Com o passar dos séculos, vieram armas de destruição em massa, como mísseis de longo alcance e balísticos. Sobem reto, levam 17 minutos para ficar em cima do alvo, no outro lado do mundo, e caem em cima de você fazendo BUM!.

De centenas de anos para dezenas de anos, todas as armas da morte foram se sofisticando. Com a internet, dá para montar até uma pequena bomba A por instruções detalhadas.

As guerras em que estas ferramentas foram usadas são úteis para as forças armadas e fabricantes, porque descobrem os pontos fracos e como podem otimizar sua aplicação. As mortes de inocentes são, como eles dizem, efeito colateral.

Se aprenderam a matar (e aleijar) com mais eficiência, as ações dos fabricantes sobem na bolsa. Entrementes, em outros fronts a Humanidade não é tão eficiente.

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Aquelas formiguinhas que você tem na cozinha – na realidade são baratas que evoluíram e se adaptaram – nenhuma arma consegue exterminar. Somos eficientes só em matar uns aos outros. Nisso, o ser humano não falha.

A cultura da reunião

É um dos vícios das empresas brasileiras. Para não ser mal entendido, há reuniões necessárias, mas não com a frequência que se pratica.

Nos anos 1970, quando a moda fincou pé no Brasil, até faziam uma reunião para, no final, marcar outra reunião. Numa visão ampla, reunião é a falência da hierarquia e o entupimento de vasos comunicantes na empresa ou instituição. Ou medo de tomar decisões. O efeito de repartir a culpa.

Em décadas anteriores aos 70, os partidos políticos e seus agentes tinham essa mania. Com frequência, nunca levaram a nada de objetivo e prático.

Outro problema resumo com uma frase: quanto mais longa a reunião, menos efetiva ela é. Nos meus tempos de publicitário paralelo ao do jornalismo ou antes, vivenciei essas inutilidades. Salvo quando eram reuniões de criação.

Jogava-se o pepino em cima da mesa, fosse ele criar campanha ou anúncio ou slogan, todos davam sua colaboração, sistema conhecido como brainstorm. Em tradução integral e, ao meu ver, precisa, tempestade no cérebro.  

O resto era conversa pra boi dormir

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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