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A última sessão de cinema

Outro dia, minha mulher ficou chocada porque foi ver um filme em cinema de shopping e, na bilheteria, deparou-se com um cartaz “Sessão cancelada”. Verdade que, desde a greve longa dos roteiristas de Hollywood e de outros países, a produção de Hollywood despencou em quantidade e qualidade.

Quer dizer, vemos filmes mas só no streaming. Ver filmes em tela grande está em lenta extinção. Faz parte da preguiça.

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E dizer que, no passado, há menos de 50 anos, os cinemas de Porto Alegre tinham filas que davam a volta na quadra. Só no Centro Histórico havia 10 salas, sendo que o Cacique, na Rua dos Andradas logo após a Caldas Júnior, tinha duas mil poltronas e até lotava conforme a oferta.

A diversão das famílias era ir ao cinema aos sábados e domingos. E, na saída das sessão das 10 (22h), olhavam vitrines de lojas para escolher o que comprariam durante a semana.

Os cinéfilos gostavam muito do cinema Vitória, na Borges de Medeiros esquina com Andrade Neves. Isso porque a lente do projetor era a melhor do mercado, marca Schneider.

https://cnabrasil.org.br/senar

Não era diferente no interior. Nos domingos, havia o matinal (sessão das 10h, após a Missa Dominical, o matinê (14h), o vesperal (16h), a aludida sessão das 10 e a sessão da meia-noite. Em Porto Alegre, podia-se voltar a pé sem problemas de segurança, porque bondes só na modalidade “corujão”.

Mas o que estou falando? Esse passado morreu e não voltará nunca mais. Acabou-se o que era doce.

Como todo jornalista, estou na lista dos que serão castigados pelos deuses. Recebo centenas – sim centenas – de e-mails por dia no jornal e no meu particular, sem falar no WhatsApp. Maioria são análises do que rola, especialmente assuntos irrevelantes.

Dei uma olha agora apenas nos e-mails do Jornal do Comércio. Na tela, ensinam-me 8 lições de Português; Mouts TI (?) fecha em alta em 2023; palestra de um orientador espiritual; Bradesco aprovou meu microcrédito, que nunca solicitei; inscrições abertas para uma série de concursos nada a ver; e um maravilhoso gloriosamente inútil “entenda a jornada do cliente”; Igarapé participa do Fórum Econômico. Não sabia que afluente do rio assiste a fórum. Vai ver são os lambaris. Talvez piranhas.

Tudo inútil. Oh, sim, mais os artigos pescados de textos meus e capturados pela IA para posterior divulgação de algum cretino que pensa que é doutor na matéria e que um robô me enviou.

O mundo estão tão chato…

O império de Putin

O médico e amigo de longa data José Valdaí de Souza viajou muito pela Rússia e adjacências. Escreveu um livro sobre sua experiência, Viajando pele Império Mongol (Editora  Alcance Acadêmico Ropssyr, 51 985353970 –   @editoraalcance_oficial). 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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