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A sorrateira destruição da esperança

Por João Teodoro

O filósofo grego Platão, que viveu nos anos 428 a 347 a.C., admirador e discípulo de Sócrates, naquela época, já alertava: “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”. Nada mais verdadeiro! Infelizmente, em nosso país, a histórica utilização da política como meio de corrupção, obtenção de poder, proteção de apaniguados, perseguição de desafetos e tantos outros desmandos acabaram por desacreditá-la, a ponto de fazer com que os bons brasileiros dela se afastem.

Pois bem! Neste artigo, falarei um pouco da Venezuela. Antes, porém, precisamos saber quem foi Simón Bolívar. Nascido em Caracas, em 24 de junho de 1783, Bolívar foi militar e líder político venezuelano. Dedicou sua vida à descolonização da América do Sul, em especial da Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia. Chegou a ser presidente da Bolívia, por apenas um ano, e ditador do Peru por outros três. Morreu sem realizar o sonho de unir as nações sul-americanas. Mas passou para a história como herói e libertador da América Latina.

Hugo (Rafael) Chávez (Frias) nasceu na cidade de Sabaneta, Barina, Venezuela, em 28 de julho de 1954. Inspirou-se nos feitos de Simón Bolívar para dominá-la. Era militar e, como líder do MBR-200 (Movimento Bolivariano Revolucionário 200), em 1992, organizou uma tentativa de golpe para destituir Carlos Perez, então presidente do país. Fracassou! Chávez e outros militares foram presos, mas o movimento o tornou famoso. Foi libertado em 1994, anistiado pelo Presidente Rafael Caldeira, que substituiu Carlos Perez, deposto por corrupção.

Livre, Chávez fundou o MVR – Movimento V (quinta) República. Aproveitando-se da desilusão do povo com a política, prometeu construir uma nova democracia, usando os recursos do petróleo para melhorar a vida dos pobres venezuelanos. Foi eleito presidente em 1998, com 56% dos votos, e assumiu o poder em fevereiro de 1999. Seu primeiro ato foi instalar uma Assembleia Constituinte que lhe permitisse perenizar-se no poder, exatamente o que Lula quer fazer, mas não confessa. Um fracassado golpe de Estado tentou derrubar Chávez em 2002.

Em 2006, com 63% dos votos, Hugo Chávez derrotou Manuel Rosales e manteve-se na presidência, dando continuidade ao projeto de socialismo bolivariano (Bolívar deve ter-se virado no túmulo). Mesmo doente de câncer, engendrou manobra política para reeleger-se quantas vezes quisesse. Em 2012, com 55% dos votos, derrotou Henrique Caprilles e manteve-se na presidência, mas faleceu em 5 de abril de 2013. Foram 14 anos de poder populista que aprofundou a derrocada política e econômica do país mais rico da América Latina.

Até hoje, Nicolás Maduro dá continuidade ao processo. Já são 23 anos de poder que sedimentou a ditadura e a miséria na Venezuela. O governo cassou dezenas de concessões de rádio e TV, calando definitivamente o povo. O número de ministros da Suprema Corte foi duplicado para lhe garantir vitória. Os recursos judiciais de nada adiantaram! Chávez também restringiu o uso da internet. A liberdade de expressão, base da democracia, foi vilipendiada! No Brasil, ela ainda é direito fundamental inalienável. Nosso dever, como cidadãos, é preservá-la!

Presidente do Sistema Cofeci Creci

ATENÇÃO: As opiniões publicadas em artigos não necessariamente são as do editor deste blog.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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