“…tem que ir a um casamento e abraçar 100 pessoas que nunca viu na vida”.
Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do STF sobre o mensalão, o ex-deputado federal Bispo Rodrigues (PL) negou a existência do esquema e se queixou dos “sacrifícios” da vida parlamentar. – Porque ser parlamentar é muito ruim, meritíssimo, é muito ruim. O senhor sacrifica tudo o que o senhor tem. Entra no Congresso de manhã, sai à noite, e não vê o dia passar. Sábado à noite, às vezes tem que ir para um casamento abraçar 100 pessoas que nunca viu na sua vida. E às vezes está em casa, um eleitor seu morreu e você tem que botar um terno e ir lá no enterro. E larga a sua família, sua esposa quer ir ao cinema, e você tem que atender o pedido político. Como dizia aquele antigo bordão de programa humorístico da TV Globo, o macaco tá certo. Na mesma linha, um vereador de Porto Alegre costumava dizer que um político em campanha enfrentava três maldições que, por si só, já o fazia merecer o paraíso. – Vocês pensam – repetia – que é mole agüentar papo e borracho pedindo dinheiro, comer carreteiro de vila e ter cusco de favela mordendo teus calcanhares todo em santo comício?