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A grande fuga

Se realmente a presidente Dilma Rousseff mudou seus hábitos e deixou de ler jornais, como diz o UOL, é algo muito preocupante.  Segundo a matéria, ela nega que esteja deprimida e “alheia” aos acontecimentos. Bem, que ela não vive exatamente um período bom isso todos sabemos, mas distanciar-se da informação é ruim.

O ponto é o seguinte: foram poucos os governantes brasileiros que realmente faziam questão de ler os diários e revistas. Não clipping fornecido pela assessoria, que nem sempre leva ao chefe as notícias desagradáveis, mas  TODO  o conteúdo. Quero dizer ler desde o expediente até a última letra. É por isso que muitos deles caem do cavalo quando alguma coisa realmente ruim acontece, porque foi pego de surpresa.

Problema número 1: os puxa-sacos. Ele estão sempre botando gravetos nos ouvidos da chefia dizendo que são matérias mentirosas e isso e aquilo. Assessor honesto e competente não esconde nada do seu superior, nem mesmo e talvez principalmente o que vem dos inimigos..

Isso posto, faço uma sugestão para dona Dilma e seus sucessores: pegue um jornal (impresso, de preferência) de uma capital brasileira, e nem sempre o de maior tiragem. Leia todo ele, mas todo mesmo, até o horóscopo. Comece com Manaus, digamos, no dia seguinte um de Florianópolis, depois um de Teresina e assim por diante. Quando fechar o ciclo comece tudo de novo.

Pode até dispensar o clipping.

 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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