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A girafa e o scanner

O STF está julgando um caso insólito: girafa paga imposto? Não sei no que vai dar o caso da importação deste animal, porque esta é uma área minada e complicada, mas me fez lembrar um acontecido há anos com um equipamento usado na dermatologia. Sucedeu que um especialista desta área importou da Suíça uma novidade, um scanner que vai além do dever.

Do tamanho e largura de um bebedor de água, se tanto, lê um sinal ou lesão na pele e informa ao dermatologista quais as possibilidades malignas ou benignas da coisa, evidentemente que o médico faz a sua própria leitura da imagem. Mais ainda, em caso de dúvida permite ao médico conversar com a empresa que fabricou a máquina, na Suíça.

Só que antes disso o meu amigo passou maus bocados. A aduana queria cobrar uma grana preta de taxa de importação, e levou-se um bocado de tempo discutindo que se tratava de equipamento para salvar vidas. As autoridades até concordaram, mas especificamente não constava na lista dos livres de taxas. Depois de muita conversa, conseguiram liberar o produto colocando-o em um item específico.

Foi classificado como equipamento audiovisual.

 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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