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A fofoca como meio de vida

Certa vez, fiquei atrás de um furgão que exibia no vidro uma frase muito boa: “Vou cuidar da minha saúde porque da minha vida cuidam os vizinhos.”  

O cara tinha senso de humor. O que nos leva a um esporte nacional mais popular que o futebol, a fofoca.

Para ter imunidade dela, só sendo um ermitão que se isolou no alto do Everest, sem contato humano nem por rádio por pelo menos 50 anos. Mesmo assim, os mais velhos se lembrarão dele como “um velho maluco que fugiu para o Himalaia porque deve ter dado um golpe” ou “levou chapéu de boi da sua mulher e se mandou”.

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Comadres fofoqueiras não são coisa só nossa. Mas acredito que aqui elas atingiram a perfeição. Até porque falamos mais que outro povo.

Quando apareceu a telefonia celular no Rio Grande do Sul, perguntei a um executivo da OI, ex-CRT, por que primeiro aqui e depois no resto do país. “Porque o gaúcho fala mais que em outros estados. “Vocês contam até a novela por telefone”, falou. A matraca, como sabemos, consiste em deixar o verbo escoar direto e de preferência atingindo primeiro vizinhos e amigos.

Todos nós gostamos de fofocar, não só as comadres. Em parte, falar mal dos outros se deve à inveja ou pela simples prática da maldade.

Nem o Papa escapa delas. Embora, de certa maneira, ele mereça. O que nos leva à pergunta: a fofoca é uma forma de fazer justiça com as próprias bocas ou é algo desprezível? Você decide.

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O alvo maior da fofocaiada é uma mulher casada. E seu marido, que pula cerca, é um baita de um sem-vergonha. Opção sexual é outro alvo.

Há um mandamento que a língua do povo adora: quem tem dinheiro de uma hora para outra é ladrão. A sequência é “sempre suspeitei dele”.

Fofoqueiro que sabe contar uma boa história vira humorista.

O Demônio do Meio-Dia

“A variação do estado de ânimo é uma vantagem da evolução da espécie. Sem a capacidade de ser triste, por exemplo, não teríamos o amor como o conhecemos, já que ele contém necessariamente a sensação da perda antecipada, que aumenta nosso apego à pessoa. A depressão é uma disfunção desse espectro. No entanto, como é contígua à tristeza e à ansiedade, é difícil regulá-la”.

O escritor norte americano Andrew Solomon é um cara que sabe das coisas. O título da nota é de um livro seu.

O sono e a paixão

Nos anos 1990, a companhia de ônibus Carris lançou o projeto Poemas no Ônibus. Alguns autores realmente tinham o que dizer. Lembro particularmente de um poemeto livre, que era mais ou menos assim:

“Quando dormes/Cuspo no teu sono/Quando dormes/Amaldiçoo teu ser/Quando dormes/te desejo pesadelos/Quando acordas/Sou teu cão”.

Bonito, né? Eu achei.

Negócios do Oriente

Em missão internacional nos Emirados Árabes, a presidente do Grupo VOTO e vice-presidente do Conselho Feminino da FIESP, Karim Miskulin, esteve com o Chairman do BTG Pactual, André Esteves, na Abu Dhabi Financial Week. A jornada reúne líderes internacionais do mercado financeiro e gestores dos maiores fundos de investimento do planeta.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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