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A era seguinte 

Antes da enchente, as cidades gaúchas pequenas despertavam sentimentos ambíguos. Quanto mais idade se tem, maior era a vontade de voltar a elas. Enquanto os nativos não viam a hora de sair em busca da cidade grande. Falo da minha geração que saiu da adolescência nos anos 1950 início dos 1960.

 O efeito educação

Nestes aglomerados urbanos, a monotonia era constante. Um ou dois cinemas, alguns cafés, clubes sociais, o ginásio, o curso Normal para as mulheres, o curso de Contabilidade. Entretanto, sem ensino superior.

www.brde.com.br

Ir à reuniões dançantes, bailes, beber incontáveis cafezinhos, paquerar as garotas, jogar conversa fora na praça com a turma. Além disso, uma escapada para cidades maiores em fins de semana. E deu.

O novo começo, mas onde?

Isso foi a.E., antes da Enchente. Começou a tendência de interioranos que migraram para Porto Alegre voltar às origens ou morar nas origens. Estão fartos da criminalidade e estresse gerado para viver e, às vezes, sobreviver na cidade grande.

Este sonho foi desfeito com a destruição causada pela enchente, considerando que 90% das cidades gaúchas foram parcial ou totalmente destruídas. Nem roça, nem praça, nem clube, nem paquera. 

O sonho acabou

Desnorteados, os gaúchos saudosos da vida mais simples estão como baratas tontas. Sem eira nem beira. A Capital vai ter um número recorde de sem-tetos. Já a criminalidade vai ser maior,. Enquanto isso, as cidades atingidas vão ter menos moradores, que devem buscar outros estados e cidades mais altas.

https://cnabrasil.org.br/senar

Teremos um retrato mais fiel do Rio Grande do Sul dentro de um ano ou mais. O sonho acabou, o pesadelo começou.

Daria tudo…

…para voltar à monotonia de antigamente. Só damos valor às coisas depois que as perdemos.  

Dois milagres

Segundo a Bíblia, Jesus operou o milagre da multiplicação dos pães. Nossos restaurantes também operam um, mas de outra forma: o milagre da redução das porções..

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/reconstruir-rs.html?utm_source=fernando_albrechtutm_medium=patrocinio&utm_campaign=conta_pj_reconstruir&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Porto Alegre, 5 de maio de 2024. Rua da Praia logo após a General Câmara.

Porto Alegre 5 de maio de 2024. Rua da Praia entre Gal Câmara e Gen Câmara.
Foto: Paulo Arisi

“Confie em Deus mas amarre bem o seu cavalo.”

Pensamento do Dias

O Instituto dos Advogados do RS (IARGS) abriu no site um espaço denominado de “Calamidade Pública” destinado a artigos jurídicos relacionados à atual situação do Estado do RS.
https://www.iargs.com.br/calamidade-publica-rs/

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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